segunda-feira, 11 de dezembro de 2017


                            UM RIO CHAMADO “CAIXÃO” 

                                   Homenagem para Tunas...


Em dezembro de 2017 o município de Tunas celebra 30 anos do plebiscito que separou a Colônia Alemã “Das Tunas” do grande município mãe Soledade. Pelo que se sabe a povoação mais densa por aqui teria iniciado por volta do ano de 1918, portanto em 2018, devemos comemorar 100 anos de desenvolvimento dessa comuna. Não que antes disso não haja história nesse pedaço de chão, o que faltam são elementos didáticos e fontes primárias para comprovar fatos. Muito antes dos carreteiros que passavam por aqui, vindos de Porto Alegre e Rio Pardo, em direção a Cruz Alta, Passo Fundo, etc. Eles que por aqui avistaram abundância de cactos, principalmente nas encostas dos rios, denominaram o local de Tunas.

Abilio Rodrigues, herdeiro de um dos fazendeiros mais ricos da antiga Soledade, o imigrante nascido em Portugal Athanazildo Rodrigues da Silva, era proprietário da terra onde hoje se localiza a sede do município de Tunas, que aos poucos foi sendo vendida para os alemães que vinham da “Colônia Velha” de Santa Cruz do Sul, em busca de um novo solo fértil para prosperar. A dita posse ou sesmaria imperial da família Rodrigues da Silva, iniciava nas margens do Rio Caixão, fazendo divisa até próximo ao hoje município de Barros Cassal.  

   Certamente poucos tunenses sabem sobre as histórias ligadas ao nome desse pitoresco rio, que amolda e emoldura nossos limites territoriais. Quem passa sobre ele pelos vãos tênues de suas pontes, não imagina que seu nome, conforme remotos relatos orais advém de uma sangrenta matança, ocorrida durante uma das revoluções entabuladas no Rio Grande Sul, quando durante a batalha dezenas de pessoas foram mortas. Terminado o combate, trataram de enterrar os mortos e cuidar dos feridos. No entanto faltaram caixões para tantos corpos tombados. O comércio de Jacuizinho naquela época bem adiantado se encarregou de fornecer os caixões faltantes aos mortos. O carroceiro designado para trazer os caixões até Tunas para os velórios e enterros, ao passar pelo leito do rio, na época ainda sem um nome específico, não imaginou que os poços eram tão profundos e traiçoeiros. Eis que na metade da travessia, condutor, bois, carroça e caixões, tombam e são levados rio abaixo pelas correntezas displicentes do rio. Durante dias, foram vistos pedaços de caixões nas ribanceiras, que foram despedaçados durante o atrito da água com as pedras. Desde aí, o rio dos poços traiçoeiros, foi batizado de “Rio dos Caixões”.

Ainda nesse liame filiada a essa história, há relatos de que o nome se originou devido a vários poços cristalinos, que se formam na extensão do rio e por isso, chamados de caixões. Outras narrativas isoladas dão conta de que o rio recebeu esse nome de uma pessoa que teria ido comprar o caixão para seu ente falecido, e ao passar no leito do rio, sem perceber a profundidade, tomba sua carroça e também some afogado nas águas, juntamente com o caixão solitário para o dito finado. Aí já diverge da história da matança durante a antiga revolução, qual seria a que de fato existiu ou quem sabe até ambas ocorreram. Quem confirmará?

Enfim, em todos esses anos de paulatino desenvolvimento, inúmeras histórias e lendas foram criadas nas veredas e sendas desses caminhos, banhados pelos braços acolhedores do referido rio, que envolto em mistérios, já causou dezenas de óbitos por afogamentos e acidentes das mais variadas naturezas nas suas turvas, cristalinas e traiçoeiras águas. Casais, jovens, idosos, quantos já perderam a vida no seu místico leito, que vai muito além de saciar a sede, fornecer peixes e atrativos naturais aos que corajosamente o desbravam. Há quem afirme que a cobra gigante que vive no Rio Jacuí, o “Minhocão do Alague”, já teria passado pelas as águas do Rio Caixão.

Curiosidades à parte, o “Rio Caixão ou Rio dos Caixões”, é mais um patrimônio natural da cidade e seus habitantes, que junto a tantos outros, é símbolo de orgulho para seu povo batalhador e ordeiro, que na sua maioria, se esforça por dias melhores, buscando marcar época, perante o véu do tempo e espaço, na vida de Tunas, nos seus quase 100 anos de história e 30 anos de município.                      

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Na RBS TV - Santa Cruz

Na RBS TV - Santa Cruz, conversei com a renomada jornalista Francine Rabuske, apresentadora do Jornal do Almoço, sobre minha publicação dos crimes virtuais praticados na internet, uma análise da responsabilidade civil e o dano moral cometido nas redes sociais. Gratidão por tudo! Nosso encontro renderá bons frutos...

João Riél visita Universidade de Passo Fundo

Já que o bom filho a casa torna, voltei à Universidade de Passo Fundo-UPF onde colei grau. Na imponente Faculdade de Direito, fui recebido pela prof. Maira Dal Conte Tonial, Coordenadora Geral do Curso, em conversa salutar, tratamos sobre muitos assuntos, no mesmo ato fiz a entrega simbólica da minha obra “A Responsabilidade Civil pelos Danos praticados nas Redes Sociais – Uma análise dos crimes virtuais praticados na internet, em que sigo minhas pesquisas no Mestrado, Douto...rado e Pós Doutorado na Europa. Foi bom voltar, lembranças boas foram recordadas, professores, funcionários, colegas, tenho certeza de que como ex aluno, já fiz e ainda muito farei, pela instituição que levo comigo, para onde quiça voltarei, agora para transmitir parte do que aprendi. Uma das próximas metas será a visita e entrega da obra para biblioteca do meu campi Soledade, com a Cordenadora Regina Helena Marchiori Canali e o Diretor Idioney. Gratidão.


quarta-feira, 6 de setembro de 2017

JOÃO RIÉL NA UNISC E FACULDADE DOM ALBERTO

Na Reitoria da Universidade de Santa Cruz do Sul, fui muito bem recebido pelo Vice-Reitor prof. Eltor Breunig, da mesma forma na Faculdade Dom Alberto,fui recepcionado pelos profs.Erotides Kniphoff Tessmann e Wagner Machado, entre tantos assuntos debatidos, abordamos "A Responsabilidade Civil pelos Danos Praticados nas Redes Sociais - Uma análise dos crimes virtuais praticados na internet." Tema de meus estudos no Mestrado e Doutorado em Portugal. Em um curto passado prestei... vestibular nas duas instituições, onde fui aprovado nas primeiras colocações, na Unisc ainda fiz parte do Grupo de Pesquisa do Mestrado e Doutorado coordenado pelo prof Jorge Renato Reis, como esquecer a atenção recebida por todos, prof. Marli, Rosana, Júlia Bagatini, Beatriz Stecker, Joce Maieron, etc. Na Dom Alberto, tinha apenas 16 anos quando fiz as provas, fiquei admirado pelo tamanho da Catedral ao lado da Faculdade e com o discurso salutar de boas - vindas da prof. Erotides... São lembranças muito boas de um ex discente, que talvez retorne em um futuro breve, agora para lecionar nesses bancos universitários. Gratidão.


segunda-feira, 28 de agosto de 2017

João Riél Patrono da Feira do Livro de Tunas.


João Riél Patrono da Feira do Livro de Tunas.
 


Muito Obrigado ao poder público e ao povo Tunense pelo reconhecimento e gratidão, por onde eu for levarei o nome de minha terra natal comigo.


Foto para a contracapa das minhas novas publicações, até final do ano muitas outras obras serão espalhadas em nossa sociedade, mais que uma meta, é uma missão que carrego comigo, minha contribuição para o mundo, de outras tantas que ainda virão...

                                    AGOSTO:   O ENGANO DOS IPÊS


O mês de agosto que legalmente era conhecido como muito frio e cinza, laureado com grandes geadas e até mesmo neve, vem sendo deturpado pelo calor fora de época, sinais de novos tempos, uma consequência das desmedidas atitudes dos humanos que habitam a Terra. Mas algo que chama atenção, quando lançamos um atento olhar sobre as matas que compõem o cenário ondulado da nossa região e Estado, são as variadas nuances de flores dos enormes ipês, que ludibriados pelo clima, sobressaem e antecipam sua floração. Poucos sabem que o ipê também é conhecido por tabebuia, pau-d'arco, peúva, entre outros contidos no glossário.


O ipê que legou no passado ao Brasil, quando ainda em formação, valiosas e requintadas mobílias por ser uma madeira muito resistente, hoje ornamenta praças e alamedas de cidades, desde as mais pacatas até as maiores selvas urbanas. A casca salutar dessa magnífica árvore tem um vasto poder medicinal na cura das mais variadas doenças e, inclusive até a flor pode ser usada na alimentação humana. Eis que com tantos desequilíbrios climáticos, a saúde de muitos indivíduos padece, porém a utilização e os benefícios dessa planta ao organismo, é algo ignorado pela maioria dos cidadãos da nossa “Pátria amada Brasil”.


Entre tantos devaneios e acontecimentos presenciados nos últimos tempos, se forem aqui citados faltaria até espaço (desemprego, violência, corrupção, mazelas políticas, etc..) fatos que deixam os brasileiros aviltados e atônitos. Podemos constatar que não só os ipês são enganados pelos nocivos efeitos climáticos, a metáfora pode ser usada por nós mesmos, que a todo dia somos enganados e manipulados não só pelo clima, quem dera fosse. Nosso engano advém dos líderes maquiavélicos e governantes superiores de todos os Três Poderes da sociedade, na qual estamos (in)felizmente inseridos. Quando ligamos a TV ou ouvimos o noticiário, somos metralhados por tanta negatividade, num liame lúgubre, que dificilmente conseguimos ficar imunes a tanto pavor.


Um Brasil onde há tudo e ao mesmo tempo falta tudo, aqui diferente de muitos países, tudo o que se planta a terra produz. Existe tanta inversão de valores, tanto poder concentrado em mãos de poucos, uma casta privilegiada, que acaba sempre por usurpar direitos dos menos favorecidos e descamisados. Ao passo que grandes fortunas são engendradas por criaturas que não se preocupam com a vida da grande massa de  brasileiros  vulneráveis. Carentes não só na seara de direitos fundamentais, mas de uma orientação valorativa, cultural, voltada à educação, e notório é que até o lado espiritual das pessoas está fenecendo, para poder assim ser tecida e permeada uma drástica e imediata mudança na conjuntura parca em que o país se encontra.


Claro, não devemos generalizar, dentro desse tabuleiro hediondo e sombrio, há sempre uma minoria de notícias boas, alegres, de pessoas que motivadas por dias melhores, semeiam e edificam ideias construtivas em todos os hemisférios desse mundo de Deus. E ainda bem que elas existem, caso contrário nossos dias seriam ainda mais incertos e enigmáticos.


Enquanto isso, sigamos como os ipês, que mesmo enganados pelos maléficos efeitos globais do mundo contemporâneo, florescem prematuramente, espalham energias positivas aos olhos de quem ainda os vê, murcham e rapidamente se vão, acabando o suntuoso ciclo. Que o nosso otimismo por dias melhores não seja efêmero como a floração dos ipês, que emolduram por curto tempo o cenário de nossos dias. O Brasil precisa de mudanças.

P.S: A lei 6.507 oficializou a flor do ipê como a Flor Nacional do Brasil.
 
 
 
 

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Um exemplo

Exemplo do futuro e esperança de um Brasil melhor: O Gustavo Bocchese, de apenas 09 anos já com obras publicadas, sendo reconhecido junto conosco em Florianópolis. A educação, a cultura e o desenvolvimento da nossa sociedade, dependerão de pessoas como ele, apesar de toda a negatividade que presenciamos, devemos acreditar que dias melhores virão... Parabéns a ti e a tua família... E eu pensava que tinha começado cedo Vania Cristina Catani Bocchese.

Reconhecimento em Santa Catarina

Livros lançados, após noite de gala, onde na Assembleia Legislativa de Santa Catarina fomos homenageados pelas nossas obras e méritos prestados na sociedade. Gratidão !

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Entrega da Comenda do Comando Regional de Polícia do Vale do Rio Pardo

Honrado com a entrega da Comenda do Comando Regional de Polícia do Vale do Rio Pardo, Santa Cruz do Sul está de parabéns. Gratidão a todos os envolvidos em especial ao amigo Tenente Coronel Valmir José Dos Reis Reis e equipe, o que seria de nossa sociedade se não fosse a brilhante atuação da Brigada Militar, Polícia Civil e demais órgãos ligados à segurança pública de nosso Estado. Entre os agraciados: Prefeito de Sobradinho Luiz Afonso Trevisan. Promotor João Afonso Beltram...e. Ezequiel Vetoretti, Vereadores Alex Knak e Solange Finger, Henrique Hermany, Presidente da Celetro José Benemidio, Prefeito de Barros Cassal Jovelino Zago, Coronel Kurt Everton Werberichetc, Juiz Assis Leandro Machado, Juiz Jaime Alves de Oliveira, Promotora Giane Pohlman Saad, Promotor Flavio Passos, Promotor Jefferson Dall´Agnol, Procurador Mauro Mainardi, Ten Cel Cesar Eduardo Bonfanti, Ten Cel Marcus Vinicius Gonçalves Oliveira, Delegado Gustavo Schneider, Delegado Luciano Fernandes Menezes , Iro Schünke, Presidente do Sinditabaco, Cizoni Dal Ri, Edilson Telles, etc...




quinta-feira, 15 de junho de 2017

João Riél recebe distinção em São Paulo.

Recebo em São Paulo o Mérito Cultural Carlos Gomes, no grau de Chanceler Internacional. Represento nossa região e Estado na solenidade. Muito Obrigado Sociedade Brasileira de Cultura e Ensino e Associação Internacional de Paz da ONU. São reconhecimentos como esses que nos motivam a seguir em frente, divulgando valores culturais, educativos, e intelectuais de nossa sociedade, que aliás, estão tão precários hoje em dia, mas são acima de tudo, indispensáveis para nossa nação seguir em busca por dias melhores, no momento delicado em que vive nosso país.
São fatos inesquecíveis de minha vida, que não pensava estar vivendo, principalmente por ter saído de uma região que já foi tão esquecida e castigada pelo tempo como a nossa. Só tenho a agradecer...Não podemos desistir do Brasil.

sábado, 10 de junho de 2017

Posse na Academia de Letras de São Sepé.

Na histórica cidade de Sepé Tiaraju, que gritou nesses campos " Está terra tem dono. " Mais uma missão cumprida, em uma noite de sucesso, orgulho e saudade. Tomo posse e assumo minha cadeira na Academia de Letras de São Sepé. Essa conquista foi para ti meu avô Riél Nunes Vieira " Lelo" no meu discurso as homenagens, declamações e os aplausos foram por ti. Para sempre estará conosco. Muito Obrigado !




terça-feira, 9 de maio de 2017

João Riél toma posse na Academia Soledadense de Letras

A nossa vida é feita de momentos... E o dia 06 de maio de 2017 ficará eterno em nossas jornadas, como a data de minha posse oficial na Academia Soledadense de Letras, retorno para minhas origens, com sentimento de orgulho, tenacidade e gratidão, sempre acreditando que na longa vida do aprendizado somos todos peregrinos, o caminhante de hoje, poderá ser o guia de amanhã, os que ensinam aprendem e os que aprendem de alguma forma sempre ensinam. Parabéns aos novos colegas empossados: Mara Muniz, Pablo Picassio Vaz, Thaís Bedin e João Cândido Carneiro Junior. Juntos seremos mais fortes !!




quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

João Riél toma Posse no Núcleo de Letras de Lisboa Portugal

Acabo de tomar posse no Núcleo Acadêmico Internacional de Letras de Lisboa - Portugal, fui recebido de braços abertos por todos. Foi um sucesso, atores da Rede Globo presentes, imprensa, autoridades, confraternização com os anfitriões e amigos.  Minha gratidão mais uma vez por este momento ímpar e por tudo de bom que tem acontecido em minha trajetória...Até a próxima...